sábado, fevereiro 02, 2013

do teu sangue faço dinheiro



De vez em quando alguém nos faz lembrar que os cartoons, antigos ou novos, representam uma realidade propositadamente deturpada para espelhar a realidade. Outros porém, levam esta máxima quase tão a peito que nem a artística deturpação parece afugentar a crua realidade.
Fernando Ulrich, veio uma vez mais representar na vida real o cartoon esterotipado do banqueiro.
No dia em que anunciava milhões de Euros de lucro, repisou orgulhosamente as alarvidades que do alto da sua sobranceria banqueira, já tinha soltado.
O povo aguenta mais austeridade. Claro que aguenta, diz. Se o sem abrigo aguenta? Pois, que aguente. Se os empobrecidos pobres aguentam, também os antigos remediados-agora-pobres e os "ricos-de-dois-mil-euros" também aguentarão até à total sangria que alimenta a banca.
E não bastando a obscena matraca largar estas enormidades, revela ainda que acredita que o governo chegue até ao fim da legislatura. Este acreditar deve ler-se sim, como um desejo, uma demanda em fazer com que o governo chegue sim o mais longe que conseguir, qual parceria siemesa lutando com o mesmo fim.
E o que diz o seu siamês Passos Coelho quando confrontado com os ditos do banqueiro? Nada. Foge a questão. Protege quem o protege. Porque o objectivo de ambos está traçado e em curso. E no bom curso para eles.
E para que os seus planos se cumpram há que fazer sangue. Não importa quanto, em especial se fôr dos que não se podem proteger contra o poderio de um Estado aniquilador.


domingo, janeiro 27, 2013

O erro do FMI

Percebe-se agora que o FMI não rege com a cartilha toda. Estudos apontam para uma baixa taxa de sucesso nas intervenções a países em crise, que em qualquer lado fariam arrepiar cabelos aos mais incautos.
Somos nós, portugueses, gregos, espanhois e irlandeses a pagar agora a factura.
Ver mais, aqui.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Ide-vos

Há já muito tempo que não escorriam uns caracteres pelo Achas. Há já demasiado tempo que devido às vicissitudes da vida, não deixava aqui umas postadas… Pois, então aqui fica.

É inevitável não comentar o momento político que Portugal atravessa, não deixar aqui registada a estupefacção das últimas declarações do primeiro-ministro, do pequeno Rangel, bem no seguimento da ideia lançada por um Secretário de Estado também ele pequenino politicamente, onde incentivam a fuga dos cidadãos portugueses para o estrangeiro, para Angola ou o raio que o parta.

Esta é certamente a vontade de muitos portugueses, perante as medidas políticas liberais desavoadas e geradoras de recessão completamente desnecessárias ao crescimento económico e social do País.

Mas de onde vêm estas ideias apalermadas? Vêm certamente de uma agenda política de direita, bem enraizada na mente de Passos Coelho e “sus muchachos”.

Portugal não precisa destes senhores. Portugal precisa de políticas sociais verdadeiras que reforcem o capital do trabalho dos portugueses que é tão boa como qualquer outro povo.

Senhor Coelho, senhor Rangel e “sus muchachos”: IDE-VOS!

sexta-feira, novembro 18, 2011

quarta-feira, setembro 08, 2010

Dia internacional da Queima do Corão

O Dove World Outreach Center, uma congregação com menos de cem pessoas da cidade de Gainesville, na Florida, pretende homenagear as vítimas dos ataques terroristas através da queima de 200 cópias do livro sagrado dos muçulmanos. O promotor do evento, o pastor Terry Jones, garantiu à Associated Press que nem as mais de cem ameaças de morte que já recebeu, nem os apelos dos governantes do país, o demoveram.

“Estou preparado para dar a minha vida por isto”, declarou o pastor, autor de um livro intitulado “O Islão é o Demónio” e que anda armado com uma pistola de calibre .40. “O momento não é de desistir; o momento é de enfrentar estes radicais islâmicos e mandar uma mensagem clara que não toleraremos mais o seu comportamento”, sublinhou.

no Público

Hillary Clinton, esteve bem.

domingo, junho 20, 2010

o agá pequeno

Há-os com H grande. Há-os de h pequeno. Hoje foi um dia onde os dois agás contrastaram e deixaram claro quem os merece. A saber…

Saramago, pela sua coerência política e literária, gostando-se ou não, merece em minha opinião o agá grande. Partiu para a sua viagem grande, como o paquiderme Salomão que descreveu.

O agá minúsculo fica para Cavaco. A sua pequenez é tão grande que enjoa. Troque-se a ordem das letras, brinque-se com elas e o resultado é enoja. Também resulta para o objectivo desta blogadela.

Do alto da sua pequenez, Cavaco, o do agá minúsculo, mostrou uma vez mais que não ultrapassou a mesquinhez e pior ainda, reforçou-a com adicional desdém. Desdém pelo cargo que ocupa, misturando o institucional, o pessoal e o boçal.

Quando entrevistado, na sua passeata aos Açores, Cavaco, o do agá superlativamente minúsculo comentou “Devo dizer que nunca tive o privilégio na minha vida, se me recordo, de alguma vez conhecer ou encontrar José Saramago”, “Todos os portugueses sabem que desde quinta-feira à noite estou nos Açores, em S. Miguel, cumprindo uma promessa que fiz há muito tempo a toda a minha família, filhos e netos, de lhes mostrar as belezas desta região”. O dono do agá mínusculo nunca teve o previlégio ou nunca teve a vontade? Certamente a vontade não o moveu. Pelo contrário, sempre o boicotou no seu silêncio.

Estes comentários revelam que Cavaco nunca ponderou cumprir enquanto Presidente, o que outros como os representantes políticos cumpriram, os portugueses e os espanhois. A homenagem a um Homem que dignificou o País. O Homem que dignificou a Liberdade.

sexta-feira, junho 18, 2010

José Saramago (1922-2010)

Sem mais palavras deixo a minha homenagem a um dos meus escritores favoritos. Sem mais palavras deixo a homenagem ao Homem, lutador e também revolucionário.

Dele escolho como livros que mais me marcaram, Levantado do Chão, Memorial do Convento ou Ensaio Sobre a Cegueira.

Nos ultimos tempos, Jangada de Pedra é o livro que me voltara a fazer companhia…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obrigado José!

terça-feira, maio 18, 2010

Cavaquices

Ontem à noite gostaria de ter ouvido a comunicação do nosso Presidente da República, mas o meu afastamento de terras Lusas não me permitiu, pelo que apenas agora, na consulta matinal dos jornais diários tomo conhecimento da decisão presidencial.

Cavaco aprovou a lei do casamento homosexual. E com isto dá mais uma prova do seu carácter froxo e cobarde. Depois de passar quase uma semana a adular o Papa Bento XVI, a ouvir as suas homilias anti-gay, anti-aborto, num continuum de dogma da igreja católica, deixou que o homem se fosse embora, para logo depois ratificar a aprovação parlamentar.

Mas a coisa não se fica por aqui, Cavaco justifica a decisão com a vontade de não desviar “a atenção dos agentes políticos da resolução dos problemas que afectam gravemente a vida das pessoas”. Este é o argumento calculista e frágil, de quem sabe que vêm aí eleições e não quer queimar a imagem politica junto dos 10% da população gay. Calculista, claro. Cínico certamente.

segunda-feira, maio 03, 2010

Oferenda papal

O Ach@s deixa aqui a sua oferenda ao Papa Rat…

hum… um trocadilho à espreita… Papa Rat, Dope Hat… cool!

quarta-feira, abril 28, 2010

Eles ainda não se foram embora

Em 2008 estoirou a bomba económica que levou ao colapso financeiro à escala mundial. Os especuladores capitalistas fizeram das suas e arrasaram a economia. Presidentes, ministros e gente importante criticou e mandou as mãos ao ar… passado este tempo, os responsáveis pela voraz busca de lucro andaram escondidos mas voltaram. E sempre com fome! Dizem que atacam o Euro, a Grécia, Portugal, Espanha e tudo que os faça ganhar uns milhões sem olhar a meios.

Alguém aprendeu alguma coisa? Pois, não me parece.

domingo, abril 25, 2010

graças a Deus

Esta é uma expressão que ocasionalmente uso e dou por mim a pensar, por que raio a deixo sair da boca, sendo eu um ateu convicto, tamanha enormidade.

Mas creio que hoje a posso usar, passando ao lado do seu significado. Quero apenas regozijar-me por uma felicidade antecipada. Passo a explicar…

Tudo indica que no próximo mês da Maio, santo mês, que o Benfica será campeão nacional de futebol, o que muito me amargura. Mas darei graças a Deus, se por um milagre qualquer, acaso feliz futebolístico perdesse o (in)glorioso o dito campeonato. Seria mesmo uma grande felicidade.

E Maio promete ainda outra infelicidade. A visita do Papa Rat ao santuário de Fátima, a Lisboa, ao Porto. Prevejo uma monumental seca televisiva, cheia de beatos, políticos babados e circo em demasia.

O mesmo circo que os benfiquistas planeiam avidamente.

Por estas razões dou graças a Deus, porque não estarei em Portugal. Imigro. Temporariamente, mas imigro.

Assim, não tenho que aturar os benfiquistas e as apitadelas nocturnas, as comemorações bacocoas, o Papa Rat, as peregrinações, as emissões especiais da TV, os feriados palermas concedidos pelo nosso governo palerma.

Maio será o mês dos F’s… dois pelo menos. Fátima, Futebol… o Fado esse, o luso é triste, com PEC’s à mistura.